RALI CENTRO DE PORTUGAL
BRUNO MAGALHÃES (PEUGEOT 207 S2000) ALCANÇA 13.ª VITÓRIA
Confirmando o favoritismo que lhe era atribuído, a dupla Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Peugeot 207 S2000) ganhou o Rali Centro de Portugal, penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e regressou ao comando do campeonato, quando faltam duas provas (Mortágua e Casinos do Algarve) para terminar a temporada.
Foi a 13.ª vitória do bi-campeão nacional, que passa a estar a um triunfo de Carlos Bica, a 22.ª de Carlos Magalhães e a 54.ª da marca francesa, que viu o 207 S2000 igualar o número de vitórias (16) do 306 Maxi, estando estes dois modelos a uma vitória do 206 WRC, o mais vitorioso da marca no CPR.
Em termos da prova do Clube Automóvel da Marinha Grande, Bruno Magalhães vence pela terceira vez consecutiva, proporciona a quarta vitória a Carlos Magalhães e faz a Peugeot desempatar a igualdade, a 10, em número de vitórias com a Ford.
Consciente da necessidade de vencer Bruno Magalhães entrou “ao ataque” comandou de principio a fim e só não foi o mais rápido na primeira passagem por Pinhal do Rei (14,93 km), a classificativa mais extensa, quando já tinha a prova controlada.
No final, Bruno Magalhães considerava que «foi uma prova feita com muita cabeça e sem correr riscos, em especial, ontem à noite, quando nas segundas passagens o risco de furos era grande, e que terminou com “a cereja em cima do bolo”, que foi o regresso ao comando do campeonato».
Com uma presença esporádica no CPR, Armindo Araújo (Mitsubishi Lancer X), apesar de estrear um carro novo, venceu o Agrupamento de Produção, manteve a pressão sobre o piloro da Peugeot e adaptou-se ao carro que vai guiar no Rali de Gales, derradeira prova do Campeonato do Mundo.
Para o virtual campeão do Mundo «a prova correu melhor do que esperávamos, já que era tudo novo: carro e equipa. Por isso só posso estar satisfeito com o resultado e com o facto de ter percebido que o “X” tem uma enorme potencial para explorar, uma vez que sabemos que ele ainda não está ao nosso gosto».
Fernando Peres (Mitsubishi Lancer IX) completou o pódio, mas contabilizou o máximo de pontos para o campeonato de Produção, uma vez que Armindo Araújo não pontua, embora a hipótese de conquistar o respectivo ceptro esteja fora de questão, como reconheceu, mesmo antes da prova começar.
Para o piloto-dentista, «o balanço é positivo, porque vencemos o Grupo de Produção a nível nacional, fomos terceiros da geral, segundos em termos de campeonato, o que nos permite cimentar o terceiro lugar absoluto, embora, o carro não tivesse estado totalmente ao meu gosto e eu próprio não tivesse estado nos meus dias».
Mas se Fernando Peres está fora da corrida pelo ceptro, Adruzilo Lopes (Subariu Impreza), detentor do título nacional de Produção, deu um importante passo rumo à sua revalidação, uma vez que regressou ao comando do campeonato, com Pedro Rodrigues (Subaru Impreza WRX) a não parecer ter andamento para contrariar o favoritismo do campeão em título.
Para o Adruzilo Lopes, «o regresso ao comando do campeonato, que era o nosso objectivo foi atingido, embora de entrada as coisas não tivessem corrido bem, por causa das condições atmosféricas da noite situação que foi agravada por uma falha numa “chicane”, que nos faz perder mais algum tempo. Mas acabámos por conseguir alcançar aquilo que queríamos e isso é o mais importante».
Após uma prova, onde esteve longe daquilo que já mostrou poder fazer, Vítor Pascoal (Peugeot 207 S2000) perdeu o comando do CPR e dificilmente regressará ao lugar cimeiro, como reconhece: «Ontem as coisas não correram bem, mas hoje estava ao ataque, quando fiz um pião e perdi tempo. A partir daí sabia que as minhas aspirações eram limitadas e apesar de ter tentado, não mais consegui alcançar o Peres e o Adruzilo. Em termos de CPR, já consegui que o Bruno não fizesse a festa do título aqui, como costuma acontecer e agora só me resta ter esperança continuar a ser fiável e esperar que ele tenha algum problema, já que as condições em que competimos são muito diferentes».
Miguel Campos (Renault Clio R3) teve um regresso auspicioso, mostrando que quem sabe nunca esquece, ao vencer a categoria das duas rodas motrizes.
Para o piloto, «o único problema foi o motor de arranque ter falhado, o que fazia com que não tivéssemos de ter cuidado para não deixar o motor “calar-se” sob pena de sermos forçados a desistir.
CLASSIFICAÇÃO FINAL
1.º, Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Peugeot 207 S2000), 1.02.50,9
2.º, Armindo Araújo/Miguel Ramalho (Mitsubishi Lancer X), a 53,5 s.
3.º, Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer IX), a 2.07,5
4.º, Adruzilo Lopes/José Janela (Subaru Impreza), a 2.17,8
5.º, Vítor Pascoal/Mário Castro (Peugeot 207 S2000), a 2.38,3
6.º, Miguel Campos/Aloísio Monteiro (Renault Clio R3), a 2.56,8
7.º, Ricardo Teodósio/Pedro Conde (Mitsubishi Lancer IX), a 3.01,6
8.º, Pedro Leal/Redwan Cassano (Mitsubishi Lancer X), a 3.41,9
9.º, Carlos Matos/Vasco Ferreira (Renault Clio S1600), a 4.54,1
10.º, Francisco Barros Leite/Luís Ramalho (Seat Leon TDi), a 5.07,9